Sustentabilidade

As abelhas estão em perigo de extinção. Mito ou verdade?

Abelha melifera em plantação
Escrito por Syngenta

Durante anos, ambientalistas e meios de comunicação social, têm insistido na iminência de um acontecimento alarmante: a extinção das abelhas devido a uma alegada diminuição drástica da da espécie. Segundo estas fontes, os principais responsáveis são os neonicotinóides (ou neonics), um tipo de pesticida. Uma vez que as abelhas polinizam grande parte dos alimentos que consumimos, tal acontecimento poderia resultar numa catástrofe sem precedentes.

O site de divulgação ciêntifica Genetic Literacy Project publicou recentemente um artigo intitulado Beepocalypse Myth Handbook (Manual sobre o mito do apocalipse das abelhas) onde estão expostos vários dados que questionam se as abelhas estão em perigo de extinção.

Ao longo deste texto, analisamos as principais conclusões extraídas deste relatório elaborado pela equipa do Genetic Literacy Project sobre a situação dos polinizadores.

 

É possível estarmos a testemunhar a extinção das abelhas?

O sector apícola Norte Americano sofreu uma profunda crise em 2006, quando a população de abelhas meliforas foi consideravelmente reduzida devido a uma epidemia de mortes de abelhas rainha e um despovoamento generalizado de colmeias no outono. Este fenómeno foi apelidado de Colony Collapse Disorder (CCD ou colapso das colmeias).

Abelha melosa em florA comunidade cientifica americana aponta os organismos geneticamente modificados (OGMs) e neonicotinoides como principais responsáveis. No entanto, pesquisas posteriores mostraram que o CCD é um fenómeno periódico cujos precedentes remontam a centenas de anos. Estudos explicam que o CCD afectou noutras ocasiões diferentes territórios da Europa, América do Norte e outros lugares, sem que a extinção das abelhas fosse consumada.

Uma grande variedade de factores estão provavelmente envolvidos no CCD, incluindo:

  • Alterações climáticas;
  • Susceptibilidade das abelhas a várias doenças e vírus.

Em qualquer caso, o CCD é uma desordem passageira. De acordo com Dennis Van Engelsdorp, membro da equipa da Universidade de Maryland que baptizou o CCD com a sua denominação moderna, nenhum outro caso de CCD foi identificado no campo nos últimos cinco anos. O que nos leva a acreditar que estamos longe da temida extinção das abelhas.

 

A extinção das abelhas: um mito rejeitado pela realidade das colmeias

Apesar de terem decorrido vários anos desde os últimos casos registados de CCD, o discurso dos media não se alterou, adoptando um registo contínuo e alarmista de que as abelhas estão em perigo de extinção.

Abelhas melosas em colmeiaEste discurso, no entanto, é simples de refutar com números. De acordo com os dados recolhidos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a população de abelhas nos Estados Unidos, Canadá e Europa permaneceu estável ou cresceu durante as duas últimas décadas – tempo em que os neonicos estiveram no mercado. De qualquer forma, o número de abelhas e colmeias aumentou notavelmente nos últimos anos, atingindo números record e diminuindo, ainda mais, a ameaça de beemaggedon.

O número de colmeias registadas em todo o mundo aumentou ao longo do último meio século, o que nos leva a questionar: Será que as abelhas estão em perigo de extinção? Bem, todos esses dados apontam para que não poderiamos estar mais longe dessa realidade. Podemos então afirmar que existem uma quantidade de afirmações infundadas no que diz respeito à extinção das abelhas.

Sobre o autor

Syngenta

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